ARTIS 2017

ARTIS 2017
XV Festival de Artes de Seia

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ricardo Cardoso

ARTISTA DE SEIA HOMENAGEADO
Exposição PINTURA
MORRO NO ALTAR DE MIM, Posto de Turismo


Nasceu em Seia no ano de 1982; Tem o curso de Artes e Ofícios da Escola Secundária de Seia e o curso de Conservação e Restauro de Madeiras – Arte Sacra, do Cearte em Coimbra.
Licenciado em Artes/ Desenho na Escola Superior Artística do Porto – Guimarães, trabalha em conservação e restauro. É sócio da Argo (Associação Artística de Gondomar), e membro da Artis (Associação de Arte e Imagem de Seia).
Relativamente a Exposições individuais, destacam-se: 2010 – Velha a branca, Braga; 2009 – Fabrica Braço de Prata, Lisboa; Espaço indiferente, Povoa de Lanhoso; 2008 - Restaurante Velho Minho, Povoa de Lanhoso; 2005 - Whisky Bar 2005, Prado; 2004 - Bar Conta Gotas em Seia; Posto de Turismo em Seia; Foyer do Espaço Internet em Seia; IPJ de Viseu; 2003 - Bar Nolimite em Seia; Bar Preto e Branco em Seia; Hotel de Gouveia; 2002 – Bar Conta Gotas em Seia; Posto de Turismo em Seia.
Participou igualmente em várias exposições colectivas:
2009 – Exposição de arte erótica, Gondomar. Exposição EXIT’09 Sociedade Martins Sarmento, Guimarães. 2008 - Exposição Aberta da Povoa de Lanhoso. 2007 - Exposição da Artis em Seia VI. Exposição no Castelo da Povoa de Lanhoso. Exposição Aberta da Povoa de Lanhoso. 2005 - Exposição da Artis em Seia IV. 2004 – Exposição da Artis em Seia III. Exposição de Artistas da Argo, Auditório Municipal de Gondomar. Exposição de Artistas Senenses, no Centro Cultural Casapiano, Lisboa. 2003 - Exposição da Artis em Seia II. 2002 - Exposição da Artis em Seia I. 7º Concurso de Arte Jovem naCasa D. Ana Nogueira em São Romão. 2001 - Exposição de artistas senenses III. Agiarte em Oliveira do Hospital. 2000 – Exposição de artistas senenses II. 1999 – Exposição de artistas senenses I. Prémios ou menções honrosas 2002 – Menção honrosa na área da pintura no 7º Concurso de Arte Jovem na Casa D. Ana Nogueira em São Romão.




Morro no altar de mim
Fernando Pessoa
“De que te serve o teu mundo interior que desconheces? Talvez, matando-te, o conheças finalmente…Talvez acabando, comeces…”

Este Projecto surgiu da ideia de egocentrismo, andar em torno de si, e a dado momento vai existir uma quebra, um sair de si que coincide com o momento em que se constrói conhecimento a partir do exterior.
Tal como menciona Jacques Bossuet “No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras”. É partir deste conceito que se vai fundamentar o inicio da desindividualização do ser, Sidonie Collete “Conhecer aquilo que dele estava escondido é, para o homem, a embriaguez, a honra e a perda de si próprio”. Desta forma pretende-se questionar o acto criativo e qual a importância da intelectualização para que o artista possa criar a sua arte e deixar assim marcadas as suas experiencias.
O corpo neste trabalho apresenta-se como um factor importante da individualização do indivíduo, principalmente nos primeiros desenhos onde existe o cunho pessoal do ser que habita um determinado corpo, e ao eliminar determinados elementos que o caracterizam ele começa a ser desindividualizado. O corpo não é o mais importante, mas sim o que habita nele, é isso que mais interessa representar.
Através de 15 desenhos divididos em três painéis, onde o processo criativo passa pela auto representação, e a procura de uma representação corporal expressiva, vai-se dando inicio ao processo de libertação, individualização, desindividualização e intelectualização do ser.
Afinal qual o peso do nosso corpo naquilo que somos?
É um projecto que visa questionar o que somos e a introspecção que fazemos de nós próprios.


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