sábado, 22 de abril de 2017

ARTIS 2017 _ Programa de Atividades


ARTIS _ 6 DE MAIO A 3 JULHO 2017


  
EXPOSIÇÕES_

CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE SEIA
EXPOSIÇÃO COLETIVA DE PINTURA E ESCULTURA
Galerias
Segunda a sexta das 10 às 18 Horas e Domingo das 14:30H às 17:30 Horas

EXPOSIÇÃO In ARTIS
Galerias
Segunda a sexta das 10 às 18 Horas e Domingo das 14:30H às 17:30 Horas

EXPOSIÇÃO COLETIVA DE FOTOGRAFIA
Foyer do cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia
Segunda a sexta das 10 às 18 Horas e nos horários das sessões de cinema

POSTO DE TURISMO DE SEIA
EXPOSIÇÃO FOTOGRAFIA, de PEDRO RIBEIRO
De 6 de Maio a 15 de Junho
Segunda a Sábado das 9:00 H às 12:30 H e das 14:00 H às 17:30 Horas
Domingo das 9:00 H às 13 Horas

EXPOSIÇÃO ALUNOS DE ARTES DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEIA
Posto de Turismo
De 16 Junho a 3 de Julho
Segunda a Sábado das 9:00 H às 12:30 H e das 14:00 H às 17:30 Horas
Domingo das 9:00 H às 13 Horas

PROGRAMA_

Casa Municipal da Cultura de Seia


6 de maio
21:00 H _ Galerias
Abertura das Exposições
TEMPO _ Leitura encenada para uma Exposição, Senna em Palco
22:00 H _ Cineteatro
TÚLIO AUGUSTO JAZZ GROUP – Concerto Blue Spell
Concerto de abertura do festival ARTIS

- Homenagem da Associação de Arte e Imagem de Seia a artistas locais: Pedro Ribeiro (Fotografia) e Hélder Abreu (Música)

11 de maio – 21:30H _ Cineteatro
Sessão 7ª Sena _ Ciclo InTEMPOrArtis
NERUDA, de Pablo Larraín

13 de maio – 14:00H
COLOR RUN _ Casa do Povo de Seia
(Nas ruas de Seia)

14 de maio - 15:30H _ Cineteatro
FESTIVAL ESPECIAL

15 a 20 de maio – 21:30H _ Cineteatro
MOTIN  Mostra de Teatro Infanto-Juvenil do Concelho de Seia

15 Maio, Segunda-feira – 21:30H _ Cineteatro
TEATRO FORÚM, de Augusto Boal
Senna em Palco

16 Maio, Terça-feira – 21:30H _ Cineteatro
LOUCURAS EM ROMEU E JULIETA, 40
Escola G. Correia Carvalho

17 Maio, Quarta-feira – 21:30H _ Cineteatro
EM VIAGEM
Escola Evaristo Nogueira

18 Maio, Quinta-feira – 21:30H _ Cineteatro
PERFORMANCES COMICS
Escola Profissional da Serra da Estrela

Dia 19 Maio, Sexta-feira – 21:30H _ Cineteatro
AS PESSOAS DE FERNANDO
Escola Secundária de Seia

20 de maio – 21:30H _ Cineteatro
O OSSO, de Rui Zink – Teatro do Calafrio
(encerramento do MOTIN)

25 de maio – 21:30H _ Cineteatro
Sessão 7ª Sena _ Ciclo InTEMPOrArtis
PAULA REGO, HISTÓRIAS E SEGREDOS, de Nick Willing

26 de maio – 21:30H _ Cineteatro
ANDREZZA SANTOS (Brasil)
Concerto Tejopará: rios que cantam

27 de maio – 21:30H _ Cineteatro
MUSICAL 

28 de maio - 15:30H _ Cineteatro
CONFISSÕES, de Ana Santos
 Apresentação do livro, com animação

2, 3 e 4 junho _ Cineteatro
ACADEMIA PORTUGUESA DE BANDAS
Residência artística

4 junho – 17:00H _ Cineteatro
Concerto com Academia Portuguesa de Bandas

8 de junho – 21:30 H _ Cineteatro
Sessão 7ª Sena _ Ciclo InTEMPOrArtis
DAVID LYNCH: THE ART LIFE, de David Lynch

14 de junho – 21:30H _ Espaço Internet
SESSÃO DE POESIA

17 e 18 – Junho – Performances de rua

22 de junho – 21:30H _ Cineteatro
Sessão 7ª Sena _ Ciclo InTEMPOrArtis
GIMME DANGER, de Jim Jarmusch

24 de Junho – 21:30H _ Cineteatro
Exercício final do Curso de Teatro




segunda-feira, 17 de abril de 2017

XV Festival de Artes de Seia _ ARTIS 2017 _ Obras selecionadas



OBRAS SELECIONADAS
PINTURA E ESCULTURA

Adelino Cunha
De Sol a Sol

Adelino Cunha
 Estações Frias

Alberto Santos Alves
Moinho d´Ouro

Alexandre Magno
S/ titulo

Alexandre Reigada
Achtung Deutsche!

Aline
Cidade em agonia

Alota Ribeiro
Tempo de Viver

Ana C. Silva
O ritmo do tempo

Ana Camilo
Para lá do tempo

Ana Carvalhal
O tempo que se gasta

Ana Ferreira
Wind

Anabela Calado
Lugar de Memória

Angela Belindro
O mar que habita em mim

@antoniodiaspintor
Bailarinos

Barahona Franco
Leda e o Cisne

Burt
Contemplação

Carina Mendes
Storm in the city

Carlos Godinho
Fado Português - Toiros sem praça

Carlos Inácio
A Vida que Passa

Carmen dos Santos
Fio da vida

Conchita
Testamento

C. Rodrigues
Alentejo

Cristina Vouga
S/ título

Dália Vale Rêgo
Minúcias

Daniel Nobre
Geringonça do passado

Francisco Nolasco
Tempos Sérios

Frederico A.M.
Flat Field #3

Glória Reis
Tempo de Liberdade

Henrique do Vale
Uma Fatia de Tempo

Inês Caldas
S/ título

Irene Felizardo
Aurora


Isabel de Andrade
Um Tempo Suspenso


Isabel Matos
Tempestade II

Ivo Mota Veiga
Sonhos

JONY
Nostalgia de um autorretrato

Joana Braguez
Nubilosus

Joana Braguez
Initium

Joana Teixeira
S/ título

João Carvalho
Memória do tempo

Jorge Araújo
Pensamento Por De Trás De Um Olhar

José van den Hoogen
Erupção

José van den Hoogen
Excrescência

Karin d`Heureuse
Perto-Longe-Longe-Perto

Leonor Brito
Lucrécia

Luís Filipe Rodrigues
Correr: uma prisão ao tempo 1

Luiz Morgadinho
A Seu Tempo

Lurdes Rodrigues
O Festim

Mafalda D’Eça
O Tempo Não Para

Maísa Champalimaud
Baht 1

Manuel Machado
Murro na Mesa

Marco Santos
O Poder de Destruir

Maria Beatitude
Aguardo o Tempo

Maria Rodrigues
Marcas do Tempo

Mariana Carreira Tilly
Retrato de Diana Carreira Tilly

Mariana Duarte Santos
Ruínas de Lisboa

Miriam Biencard
O Tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem? (...)

Patrícia Matos
A Três Tempos

Pedro Charters d'Azevedo
O que Amacia o TEMPO

RIB
Número 32

Ricardo Cardoso
Ampulheta Viciada no Presente

Ricardo Róis
O Buscador

Ricardo Róis
Retrato de Família

Rita Pires
Inside

Rui Gouveia
Nico

Sara Santos
S/ título

Sara Sousa
Uma jaula

Sérgio Reis
O Segredo de Lázaro III - O Peso do Tempo

Sofia Mascate
Presuntos

Susana Bravo
In one room

Susana Pais
Árvore

Virginia Pinto
Mulher XXI

Vitor Zapa
É tempo do tempo que leva o tempo


OBRAS SELECIONADAS
FOTOGRAFIA

José Santos                                    
Riscos sobre preto

Ivo Cosme                                       
Quando tu controlas o teu tempo e foges...

Luis Miguel de Matos                    
Un_habit.tant

Herman Mertens                                   
Princesa

Ary Attab Filho                               
Ondulações

Luísa Albino                                   
Aurora boreal

José Rasquilho                              
Tempos difíceis; Máquina do tempo

João Figueiredo                             
Tigerman setting the time

Gabriel Ambrósio                                                  
Magnólias; Reflexo

António Castilho                            
Tempo 1; Tempo 2

Olya Lastivka           
Sombras em Vilnius

Filipe Patrocínio                             
Paragem no tempo

Mariana Passeira                          
À esquina do tempo – Outono

Eduardo Galguinho                                  
Marcas do tempo; Perdido no tempo

Carlos Alberto Sequeira               
Sem vida hoje, a vida de outros tempos

Isa Gonçal   
Tempo de aranha                          

Carlos Neves                                  
Tempo em harmonia

Luis Silva Santos                          
Estilhaços; RAM 1.0

Joana Teixeira                               
Herminius mons; S/título
    
D. Alenquer                                    
Tempo na praia; Tempo no mercado

Sérgio Viana                                  
Tempo(s) de (des)construção; Tempos idos


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ARTIS XV – Festival de Artes de Seia 2017 _ Regulamento


ARTIS XV – Festival de Artes de Seia 2017

Regulamento

1. Definição e objetivos
a) O Município de Seia e a Associação de Arte e Imagem de Seia, promovem o ARTIS XV – Festival de Artes de Seia, de 6 de Maio a 3 de Julho de 2017.

b) O referido Festival é composto por Mostras de Pintura, Escultura e Fotografia, integradas num programa que contemplará outras áreas artísticas – cinema (7ª Sena) e teatro (Motin).

c) A exposição de Artes Plásticas e Fotografia tem como principais objetivos a divulgação e promoção da riqueza e variedade das artes no interior, encontrando-se aberta a artistas nacionais e estrangeiros das mais diversas sensibilidades estéticas e habilidades técnicas.

2. Tema
O tema nas várias áreas é livre. No entanto, sugere-se o tema TEMPO(S), procurando recolher contributos de visões criativas e desafiadoras.

“Fugacidade do tempo, ritmo alucinante, tempo pessoal - o nosso tempo e o tempo dos outros, tempo que nos controla... e aquele que pensamos controlar... falta de tempo... tempo morto... coisas de mais ao mesmo tempo... tempo vazio”.


3. Condições de participação
3.1 Inscrições
a) A participação é gratuita e aberta a artistas nacionais e estrangeiros;
b) Cada concorrente deve enviar para o e-mail: casacultura@cm-seia.pt os seguintes dados:
- Fotografias das obras a concurso (num máximo de duas);
- Uma breve memória descritiva das obras a concurso;
- Uma ficha de inscrição devidamente preenchida (disponível no site www.casadaculturadeseia.pt e blogue: www.artisdeseia.blogspot.pt ;
- Uma fotografia e um currículo abreviado do artista (10 linhas de texto, Arial 11, 2 espaços) para reprodução em catálogo;

c) Os textos descritivos anexos às obras não devem ultrapassar meia página A4 (Arial 11).


3.2. Data das inscrições
Os dados referenciados nos pontos anteriores, com a respetiva ficha de inscrição, deverão ser enviados até ao dia 4 de Abril de 2017 para o respetivo e-mail: casacultura@cm-seia.pt

4. Características das obras
a) Cada artista poderá participar com uma ou duas obras, subordinadas ao tema do Festival - “TEMPO(S)”, ou tema livre;

b) Cada pintura ou desenho não poderá exceder 100 X 100 cm. As esculturas ficam limitadas a 200 cm de altura e a 80 kg. As fotografias deverão ser apresentadas em formato digital ou em papel, tendo como dimensões máximas 45 X 35 cm;

c) As instalações, obras de arte multimédia e em suporte informático serão consideradas caso a caso, ficando a sua aceitação dependente do espaço, localização requerida e meios técnicos existentes.

4. Júri
a) Será constituído um júri de pré-seleção a designar oportunamente pela Organização;

b) Caberá ao Júri: definir os critérios de seleção, proceder à seleção de obras – quando se aplique - e, numa segunda reunião, atribuir prémios e/ou distinções em cada uma das modalidades.

5. Obras selecionadas
a) O anúncio das obras selecionadas será enviado atempadamente por mail a todos os participantes;

b) As obras selecionadas deverão ser entregues até às 18 horas, do dia 18 de Abril de 2017, no seguinte endereço: Casa Municipal da Cultura de Seia, Av. Luis Vaz de Camões, 6270 – 484 – Seia, Portugal;

c) As obras devem ser entregues com a apresentação e proteção que os artistas julgarem convenientes mas com sistemas de suspensão adequados e indicação clara, no verso, da posição de suspensão;
d) - As obras participantes nas exposições deverão ser recolhidas pelos seus autores até ao 10º dia após o encerramento da Artis XV.

6. Seguro
A organização providenciará um seguro para as obras durante o período em que decorre a Exposição.

7. Disposições finais
a) A entidade promotora e a Organização do Festival ARTIS não se responsabilizam por qualquer dano nas obras durante o seu transporte;

b) A Organização envidará esforços no sentido da aquisição de obras por outras entidades, não retendo qualquer percentagem sobre elas;

c) O simples ato de inscrição pressupõe que os artistas aceitam todas as condições do presente Regulamento.

d) Os casos omissos neste Regulamento serão resolvidos junto da Organização.

Ficha de inscrição:

http://casadaculturadeseia.pt/inscricoes_artis.htm



terça-feira, 24 de maio de 2016

REFLEXOS in ARTIS 2016 _



  
“Reflexos” - as obras explicadas pelos seus autores

PINTURA

  

 AMÉLIA VILAS BOAS





Título da obra: the Strength of Fragility (A Força da Fragilidade)
Tema: Reflection of the Invisible Soul (Reflexo da Alma Invisível)

“Um quadro ou um reflexo... No sentido de algo que se projeta a si mesmo em imagem… Pela Luz… Que determina o visível e o invisível, o claro e o escuro e/ou o obscuro…Reflexo projeção do objeto para além de si próprio… A minha pintura é o reflexo da minha essência mais profunda… E, recorrendo aos gregos Mais uma fantasmagoria do que uma imagem… Olhar a imagem, pensar e perguntar qual é o seu invisível in Teoria da Imagem e da Representação de Maria Teresa Cruz.”


BURT
  

Título da obra: “Enquanto espero…”


“O trabalho procura refletir sobre a ambiguidade do tempo e da própria vida. “Enquanto espero…” pretende ser uma reflexão sobre a vida, as experiências e sentimentos vivenciados, que o próprio tempo se encarrega de esbater ou minimizar a dor de lembranças, que nos conduzem, por vezes, de forma ambígua, ao sentimento melancólico da saudade.”


CRISTINA LOPES


Título da obra: Just blue and white (Apenas azul e branco), 2016


“Obra inspirada na calmaria de uma noite de verão. Não consegui ficar indiferente ao luar e imensidão do céu estrelado que observava. Aquele luar estava inspirador, então senti como que um arrepio ao ver aquela lua e elevei as mãos aos ombros apetecia pegar aquela lua, quiçá abraçar. Não apetecia dormir mas sim trabalhar (pintar) e fui. Tranquilamente, iniciei o meu trabalho, só azul e branco como o pedacinho do céu infinito que tinha acabado de observar. Com uma lua e um abraço. E assim a altas horas da manhã mais um “Bebé” iniciou a sua gestação.”


DÁLIA VALE RÊGO




 Título da obra: Reflexos, 2016

A peça apresentada foi realizada em técnica mista sobre tela e é uma reflexão sobre o caos de uma sociedade humana em permanente conflito.
A imagem mostra como os atos humanos se modificam e se sobrepõem à natureza mãe, transformando-a.
Todos os conflitos são representados através da forma aleatória e “anárquica” do movimento do pincel e da mancha.”



IRENE FELIZARDO




 Título da obra: “Reflexos”, 2016

“Reflexo é um termo muito polissémico, sendo utilizado em várias áreas do saber, da filosofia à botânica, da fisiologia à psicologia, etc.
Também as artes, e nomeadamente a pintura, utilizam o vocábulo. No caso concreto da pintura, mormente quando se pretende figurar o “efeito produzido pela reflexão da luz”.
Júlia Kristeva, estudiosa de linguística e literatura (búlgaro-francesa), afirmou um dia que uma obra de arte é filha da sua época. Quer isto dizer, que as obras de arte reflectem sempre o quadro de valores dominantes, num determinado período ou época. A nossa não será, seguramente, uma excepção. De um modo geral, pinta-se e escreve-se atendendo a códigos comummente aceites. Observar uma tela é fazer uma viagem. Pode ser uma pequena ou grande viagem, mas sempre uma viagem, durante a qual, o sujeito que observa tentará ler e compreender o que lhe é proposto pelo autor. No caso vertente, poderíamos falar de espiritualidade, transparência, leveza e alegria. Nestes meus “reflexos” há dois planos ou situações distintos: a situação exterior (o mundo), representando campos cantantes de cores; e, a situação interior (a mente do artista), onde as estalactites - e outros elementos- se reflectem na água existente na parte inferior. Não chega a haver uma descontinuidade total entre os dois planos. Há um ponto de passagem que permite a utilização de cores com tonalidades idênticas, que conferem unidade e beleza à obra.”



 IVO MOTA VEIGA




 Título da obra: Not War

“A sua paixão pela arte, tem como objetivo principal, transmitir sentimentos, vivências, sonhos, anseios e devaneios.
Pensa e sente sobre a vida real e tenta passar para a tela aquilo que poderia mudar, no sentido de construir um mundo diferente, mais belo e melhor.
Assumindo-se “multifacetado”, através de gestos instintivos, espalha diretamente as tintas na tela, onde o acaso e o aleatório determinam a evolução da pintura, transmitindo ao artista, uma satisfação e um prazer enorme.
Preocupado com as questões ambientais, algumas das obras, também são executadas através da temática reciclagem. O autor pretende mostrar que, através da imaginação e criatividade, podemos reaproveitar todo o tipo de material, que por norma deitamos fora.
Nas últimas duas décadas, o artista plástico tem exposto, com o objetivo de estimular as pessoas, a olharem para a arte como um importantíssimo manifesto intelectual da nossa cultura.”




J. M. COSTA




Título da obra: Reflexos de Marx, 2016

“O tema do festival – Reflexos, remete de imediato, como associação livre, para a célebre cena do espelho do filme dos Irmãos Marx, “Duck Soup”, de 1933. Com a obra pretende-se captar o absurdo da condição humana, a perplexidade da confrontação connosco próprios e a dúvida metódica sobre a essência da realidade, sob um fundo humorístico que nos ajuda a suportar a incredulidade existencial e as temáticas a que nos devemos submeter. Remetem-se para planos mais especulativos tudo o que já foi comentado sobre este filme icónico: uma paródia à velha Europa no ano da ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, com olhar crítico e humorístico, não tão directo e acutilante como o “Grande Ditador” de Chaplin (1940) mas talvez por isso mais subversivo.”


JOÃO CARVALHO




Título da obra: “Urso de peluche”

“Ao contemplar um olhar sobre a vidraça, transmite-nos silêncio, paz de espírito, para podermos encantar com um universo infinito, perfeito, que procura incansavelmente a harmonia do equilíbrio.
Mas, por trás da vidraça, por vezes degradada, danificada, ficam os reflexos, as memórias vividas de um passado, ora alegre, ora de uma tristeza nostálgica, que nos fazem lembrar que o tempo é sempre o mesmo, mesmo quando envelhecemos.”




JOSÉ ROSINHAS

Título da obra: “OO”, 2015


“A obra, datada de 2015, adapta-se ao tema proposto “Reflexos”. As duas letras “O”, ou possíveis buracos para colocar os nossos olhos, poderão ser os indicadores para os mesmos, observarem o mundo que nos rodeia, e o que nós podemos fazer para melhorá-lo.
O melro surge como um auto-retrato do artista, e do ser humano, que tem de se adaptar ao Mundo que está em constante mudança.
Para sobreviver temos de saber “voar”.


LUIZ MORGADINHO


Título da obra: Reflexos, 2016

“A crise na banca e a contínua capitalização do sector por parte dos governos, manequins, marionetas manipuladas pelos grandes grupos económicos e pela banca internacional, conduziu à falência dos serviços públicos, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e segurança social, e consequentemente descapitalizou as famílias, atirando-as para um empobrecimento abrupto e criando um fosso abissal entre ricos e pobres.
Uma Europa maioritariamente republicana e democrática, em que imperam demagogias e slogans, como a proclamada igualdade, fraternidade e liberdade. Mero devaneio da hipocrisia de uma classe política dominadora, semeadora de guerras e ódios, no Médio Oriente e em África que, apocalipticamente se poderá estender a todo o mundo, e nos instala numa nova era de medo e de terror, com atentados à bomba em larga escala sendo responsável por uma catástrofe humana sem precedentes, a crise dos migrantes.
O regresso dos muros, do arame farpado, o cimentar do fascismo e o crescente neonazismo, o ódio racial e a crescente falta de respeito pela vida, são o reflexo da má politica em prol do capitalismo selvagem de uma classe que se abasta a si própria, como se não houvesse amanhã, que tão pouco enxergam que hipotecaram o futuro dos seus filhos, dos animais e da natureza.”




LURDES RODRIGUES




Título da obra: O Outro Lado do Espelho

“Segundo a explicação enciclopédica, “um caleidoscópio ou calidoscópio é um aparelho ótico formado por um pequeno tubo de cartão ou de metal, com pequenos fragmentos de vidro colorido, que, através do reflexo da luz exterior em pequenos espelhos inclinados, apresentam, a cada movimento, combinações variadas e agradáveis de efeito visual”. O nome "caleidoscópio" deriva das palavras gregas, "belo, bonito", "imagem, figura" e "olhar (para), observar".
O meu objetivo ao responder ao desafio cujo tema proposto foi “Reflexos”, constituiu de imediato um desafio à minha criatividade e procura de uma linguagem mais abrangente para responder dignamente à proposta apresentada.
Tomando o reflexo como conceito e ponto de partida, a temática utilizada aponta para diferentes interpretações construtivas, desde a imagem refletida no espelho, a imitação simples e a reflecção de uma série de ações e formas com múltiplas leituras e interpretações (imagens, formas, ideias, sentimentos) ao reproduzirem-se podem gerar novas possibilidades e experiencias.
O meu trabalho foi desenvolvido tendo em mente, o reflexo do que somos, figurativo ou não, materializado em formas, cores, movimento, simetria e sentimentos que ficam registados implicitamente numa outra dimensão.”




M. SILVA CAMPOS
  

Título da obra: “Manipulações”, 2016

“Manipulados desde que nascemos, criamos sensibilidades, motivações e particularidades que julgamos únicas, numa eleição de sequências e reconstituições de histórias e espaços.
Conhece-te a ti mesmo, é um reflexo da consciência como parte sustentável e progressiva de contribuir para uma segurança interior.
O autoconhecimento, diálogo de reflexos de manipulações elaboradas de uma tradição cultural, são conversas consentidas de identificação e intervenção subjetiva, libertadas na imaginação e no processo criativo.”




 MAÍSA CHAMPALIMAUD



Título da obra: Baht #4

Tema: Reflexos da Tailândia

“Esta obra integra a série "Baht" nomeada em função da moeda tailandesa. Intrigada à descobrir novas formas e técnicas para se exprimir, a artista queria representar uma viagem realizada à Tailândia em Agosto de 2014. Em busca de explorar novos processos criativos, ativou sua memória com inspiração nos mercados, plantas e na vegetação tailandesa que a remetesse intensamente para a experiência vivenciada. A artista começou a desenvolver esta técnica utilizando papel e pastéis de óleo para expressar os mercados da Tailândia numa só cor. Inspirada nos registos fotográficos realizados na viagem, tornou seu trabalho mais abstrato como se estivesse a revelar os negativos das imagens.”



MANUELA TAXA


 Título da obra: Algas



“Os seres vivos que povoam o mar, a água e o seu movimento, a luz, a cor evidenciam efeitos e reflexos diversos. Algas, num traço gestual e espontâneo pretende mostrar essa multiplicidade.”



MARCO SANTOS




Título da obra: Os Dispensáveis, 2015


“Num mundo competitivo e frívolo, o ser humano é tratado como um mero ente numérico com um único propósito produtivo, descartável no momento em que deixa de ser necessário para um sistema que se alimenta do seu ser, que absorve a sua humanidade e o transforma num utensílio de duração limitada.“ (Texto de Elena Ojea)


MARIA BEATITUDE


Título da obra: Reflexão

“Num universo onde os reflexos de atitudes e comportamentos são analisados por toda a sociedade, as mulheres da série Alienadas surgem como mulheres alheadas do julgamento de uma sociedade global, valorizando ecos interiores, reflexos de comportamentos, modos, estados e emoções.”


 MÁRIO REBELO DE SOUSA


Título da obra: Descanso

“Descanso” é um tempo de reflexão onde paramos para melhor observar o que nos rodeia e o que nos vai na alma. Com traços simples, personagens sem rosto questionam-se e olham para nós ao mesmo tempo que vagueamos os pensamentos pelo infinito de pequenas coisas. Um mosaico de sentimentos rendilhados a tinta da china. A complexidade dos tempos e a simplicidade do gesto através de movimentos muito trabalhados e de um colorido vivo capaz de captar o essencial dos olhares ausentes e das expressões que se adivinham.”


 MAURÍCIO MIRA



  
Título da obra: Quebrar o Gelo

“Assim como o navio quebra-gelo, cuja proa tem um formato apropriado para quebrar o gelo permitindo que navegue através das águas geladas e siga em frente, o jovem português procura quebrar o gelo, sair da rotina, sair da inércia, transformar uma situação entediante em uma interessante, arrisca. “
e sentimentos rendilhados a tinta da china. A complexidade dos tempos e a simplicidade do gesto através de movimentos muito trabalhados e de um colorido vivo capaz de captar o essencial dos olhares ausentes e das expressões que se adivinham.”



MONTEIRO DA SILVA




Título da obra: Filosofia da Arte

“A obra “Filosofia da arte” propõe uma viagem ao mundo do sonho que nos embala quotidianamente em diversas circunstâncias. Os arabescos em traçado fino envolvem o espaço preenchendo-o como se de um véu se tratasse. Dúvidas, esperanças, espreitam de florestas escondidas onde se fundem ilusões em matizados dourados.
Os sonhos são pérolas cristalinas sobressaindo da obra como dádiva divina.
Espreitam rostos anónimos de entre as sombras e através do floreado delicado sente-se uma calmaria de luz suave.
Há uma procura constante de luz no escuro que se sente na maneira como se organiza o espaço pictural. Tentar preencher vazios através de personagens fugidios e da luz/sombra.”



PAULO MEDEIROS



Título da obra: Vidas, 2016

“Vidas que se movem, que se escondem por detrás de outras vidas. Crescem, florescem e avançam. Quem tomar a dianteira vai. Quem se esconder, fica.”


PEDRO CHARTERS D’AZEVEDO




 Título da obra: Reflexos Metálicos

“Fisicamente o reflexo é o fulgor que um corpo emite é uma emissão que depende do material em que é constituído o objeto, da sua capacidade de devolver a luz, da sua superfície refletora.
Tomando o reflexo como conceito, duas parábolas de sentido oposto emergem: a famosa história de Narciso e o conhecido conto de Borges - O Aleph. Ambas apontam para diferentes interpretações constitutivas do conceito do reflexo. Entre as duas parece ter-se imposto culturalmente a lenda negativa de Narciso, porque faz totalizar a ideia de reflexo na imagem do espelho.
Para mim, abordei simplesmente o reflexo da luz numa base metálica, sem captação de imagem. É simplesmente a devolução da luz numa superfície refletora que não capta imagem e não dá lugar a interpretações.
Fiz um quadro tão metálico quanto possível a fim de refletir a luz que lhe incide, contrastando as reflexões das várias superfícies pelos seus diversos suportes. Apesar de verdadeiramente metálica, a rede e as peças apostas que cobrem parte do quadro, refletem amplamente a luz mas o quadro propriamente dito já não.
O interessante desta abordagem é precisamente esta dualidade.”



RENATA CORADO




Título da obra: Carnaval II, 2014

“Neste quadro, onde há uma base cromática prévia, o colorido vai-se desenvolvendo em diferentes tons que se vão impondo durante a execução e que vão apontando para um resultado final que só então se começa a entrever, a ganhar vida. É o mundo interior, sentido através das emoções que se procura expressar com espontânea autenticidade.”